domingo, 20 de agosto de 2017

Aplicativo vai ajudar a Polícia Militar Ambiental no controle de javalis


Fotos: Julio Cavalheiro/Secom
A Polícia Militar Ambiental apresentou ao governador Raimundo Colombo, nesta quinta-feira, 17, em Lages, o aplicativo Ambiental SC, desenvolvido pelo Centro de Informática e Automação de Santa Catarina (Ciasc) e que vai ajudar no trabalho de controle dos javalis, especialmente nas plantações de propriedades rurais da Serra catarinene. O animal é considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como uma das cem espécies invasoras mais perigosas do mundo e tem causado prejuízos no meio rural.
“Esse é um exemplo da ação do Estado em que, muito pontualmente, a Polícia Ambiental fez o estudo de caso e definiu a melhor forma de atuar, enfrentar o problema e dar à população a resposta mais eficiente e adequada”, destacou o governador Raimundo Colombo.
A ferramenta, desenvolvida pelo Ciasc, possibilita a interação com proprietários rurais, controladores, órgãos públicos e Polícia Militar Ambiental, e deve desburocratizar a expedição de permissões para o abate de javalis em Santa Catarina, além de fornecer dados em tempo real sobre capturas, abates, danos e visualizações dos animais. O aplicativo pode ser baixado no celular ou tablet através das lojas dos sistemas operacionais de cada aparelho. 
Visitas ao Colégio Militar e à obra do Hospital Tereza Ramos

Durante a agenda em Lages, o governador Raimundo Colombo visitou a unidade de Lages do Colégio Militar Feliciano Nunes Pires. Durante as atividades da turma da 6ª série, o governador conheceu a lousa digital que está entre os materiais que foram doados à unidade de ensino pelo Terminal Graneleiro da Babitonga. A lousa permite o aprendizado multimídia com acesso à internet. O colégio também recebeu projetor, tela para projeção e computadores.
A unidade de ensino militar de Lages conta com 140 alunos divididos em duas turmas do sexto ano e outras duas do sétimo ano, vindos de 27 bairros diferentes da cidade. Para o ano que vem, a escola deverá dobrar a capacidade de atendimento.
Nas obras de ampliação do Hospital Tereza Ramos de Lages, 80% concluídas, o governador Raimundo Colombo reforçou que a unidade será uma das maiores, mais modernas e completas do Sul do país. O novo prédio praticamente dobra a capacidade do hospital, com 120 novos leitos. A conclusão da obra está prevista para o mês de novembro deste ano.
Informações adicionais para a imprensa
Francieli Dalpiaz 
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Paraná reduz para 3 pontos a distância para a área do acesso
























Fernando Torres
O Paraná Clube teve as melhores oportunidades no segundo tempo, mas ainda não foi dessa vez que pôs fim ao jejum de vitórias fora de casa. Com o 0x0 diante do Paysandu-PA, em Belém, o Tricolor somou mais um ponto e segue no encalço do “pelotão de frente” do Campeonato Brasileiro da Série B. O time do técnico Lisca fechou a 21ª rodada em 7º lugar, a três pontos do G4 da competição. “Reduzimos essa diferença em um ponto. Poderia ser melhor, mas não deu pra vencer, temos que valorizar esse ponto”, disse Lisca.

O primeiro tempo foi marcado pela forte marcação das equipes e raras oportunidades de gol. O Paysandu, mesmo em casa, entrou com três volantes e mostrou pouca ousadia. Até teve uma chance, aos 11 minutos, quando a arbitragem não marcou impedimento de Marcão e Richard evitou o gol do Papão. A resposta do Paraná veio em cobrança de falta de Renatinho, que Brock cabeceou por cima do travessão. Nos minutos finais, o Paysandu ameaçou em chutes de longe, que desviaram na defesa paranista, mas foram pela linha de fundo.

Na etapa complementar, o Tricolor adiantou suas linhas de marcação e criou as melhores oportunidades para tirar o zero do placar. Logo no início, em escanteio cobrado por Robson, Maidana tocou para a área, mas a zaga paraense afastou. Aos 9 minutos, em falta cobrada por Renatinho, Maidana cabeceou no canto e o goleiro Émerson salvou. Lisca procurou dar mais velocidade ao time, com as entradas de Felipe Augusto e João Pedro.

Aos 31 minutos, num contragolpe preciso, Renatinho tabelou com Robson e a bola foi tocada para Felipe Augusto. O tiro foi rasteiro e mais uma vez Émerson mostrou elasticidade para espalmar pela linha de fundo. Aos 40, foi a vez de João Pedro escapar e, na área, bater no canto para nova intervenção de Émerson. No último lance do jogo, o Paysandu ainda reclamou de um toque na mão de Brock, dentro da área, mas a arbitragem interpretou como lance involuntário. Final: 0x0.

Paysandu 0x0 Paraná Clube
Paysandu: Émerson; Lucas Taylor, Gualberto (Diego Ivo), Fernando Lombardi e Perí; Augusto Recife (Diogo Oliveira), Renato Augusto, Nando Carandina e Rodrigo (Rodrigo Andrade); Magno e Marcão. Técnico: Marquinhos Santos.

Paraná: Richard; Cristovam (Júnior), Maidana, Eduardo Brock e Igor; Leandro Vilela, Gabriel Dias, Vinícius Kiss (João Pedro) e Renatinho; Robson e Rafhael Lucas (Felipe Augusto). Técnico: Lisca.

Local: Mangueirão (Belém-PA)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
Renda: R$ 199.788,00
Público pagante: 11.784
Público total: 13.234
Cartões amarelos: Nando Carandina e Lucas Taylor (Paysandu). Leandro Vilela, Gabriel Dias e Robson (Paraná)

Departamento de Comunicação - PRC



Presidente da Fepesc apresenta balanço da safra da tainha em 2017

Ivo Silva, presidente da Fepesc

O presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina (Fepesc), Ivo da Silva, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para apresentar um balanço da safra da tainha na temporada deste ano. “Capturamos 1.780 toneladas pela pesca artesanal, envolvendo mais de 20 mil pessoas. Não foi excelente como a do ano passado, a melhor dos últimos 30 anos, mas foi uma boa safra.”
Na ocasião, Silva solicitou providências para a liberação das carteiras de pescadores catarinenses.“Vários pescadores solicitaram suas carteiras, alguns com protocolos antigos que não tinham validade perante a fiscalização. A Federação trabalha junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que as carteiras sejam liberadas e que o protocolo tenha validade. Cerca de 20 mil pescadores não estão com documentos oficializados. Também temos 2 mil solicitando carteiras novas.”
O pronunciamento foi feito após suspensão da sessão ordinária, por solicitação do deputado Darci de Matos. “Parece que os entes públicos trabalham contra o desenvolvimento do Brasil e da sociedade civil organizada. O governo federal tem uma unidade que não atende, não concede as carteiras, mas, por outro lado, fiscaliza os pescadores. Não dá para entender essa atitude”, disse o parlamentar.
Os deputados Cesar Valduga (PCdoB) e Mauricio Eskudlark (PR) também manifestaram apoio à Fepesc.

sábado, 19 de agosto de 2017

O Programa Família Paranaense, coordenado pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, é um dos seis finalistas ao 6.º Prêmio Excelência em Competitividade - Destaque Boas Práticas. A premiação é concedida pela organização da sociedade civil Centro de Liderança Pública, de abrangência nacional, especializada em governança pública.
Foram mais de 100 projetos e programas inscritos, que passaram por 10 avaliações até seis serem selecionados para a final, quando três serão premiados. A cerimônia será em 20 de setembro, com o lançamento do Ranking dos Estados, também elaborado pela mesma entidade, que tem como parceiro a BMeF Bovespa..
O Família Paranaense é o principal programa de erradicação da pobreza do Governo do Paraná. Os resultados já podem ser percebidos pelo índice de redução da extrema pobreza, de 57,4%, conforme levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Desde 2012, o programa já atendeu mais de 280 mil famílias com ações integradas em diferentes áreas.
EMANCIPAÇÃO – O programa dá apoio para que paranaenses saiam da situação de vulnerabilidade social e conquistem sua autonomia e emancipação. Em cinco anos, mais de R$ 1 bilhão foram aplicados na proteção de famílias, na capacitação de gestores sociais, na construção, reforma e ampliação de equipamentos e serviços.
“Somos citados nacionalmente como referência na assistência social. Agora importantes instituições internacionais começam a olhar o Família Paranaense com mais atenção. O reconhecimento deve-se ao respeito e aos investimentos feitos pelo Governo do Estado, na gestão Beto Richa”, afirmou a secretária estadual da Família, Fernanda Richa.
Segundo ela, a superação da vulnerabilidade social, pelo Família Paranaense, é alcançada com a articulação de políticas de proteção social e das diferentes esferas de governo. Promove melhoria das condições de vida das famílias com ações intersetoriais planejadas, nas áreas de assistência social, agricultura, educação, cidadania, direitos humanos, saúde, segurança, saneamento e habitação.
Equipes da rede socioassistencial elaboram com cada família plano individualizado de acompanhamento. O planejamento inclui capacitação profissional para melhoria de renda e leva em consideração as necessidades dos atendidos e as características das regiões.
RENDA – Segundo a coordenadora do programa, Letícia Reis, atualmente o programa está presente em todos os 399 municípios paranaenses. “Além do apoio técnico, o programa também prevê transferência de renda para as famílias superarem suas necessidades básicas, com o Renda Família Paranaense e Renda Agricultor Paranaense”, disse Letícia.
O rendimento mensal para determinar extrema pobreza, usado pelo governo federal, é de R$ 70 per capita. Porém, o Paraná elevou esse limite para R$ 80, definido por pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Segundo o levantamento, esse valor tem impacto médio de 16% na renda familiar.
Para receber a renda, as famílias devem manter as crianças na escola, vacinação em dia e as gestantes precisam fazer os exames pré-natal. O Governo do Estado destina ao Renda Família Paranaense cerca de R$ 3 milhões por mês, transferindo valores que vão de R$10 a R$ 150 mensais, para atingir R$ 80 per capita para todas as famílias paranaenses que recebem do Bolsa Família.
CAMPO – O Renda Agricultor Paranaense é destinado a famílias em vulnerabilidade social da área rural, com renda per capita mensal de até R$ 170. O dinheiro é entregue em parcela única de R$ 2 mil a R$ 3 mil, conforme o planejamento elaborado em conjunto com técnicos do Instituto Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural). Os projetos, escolhidos pelas famílias, são voltados à melhoria da qualidade da água e do saneamento, produção de alimentos para autoconsumo e geração de renda.
A rede socioassistencial que dá suporte ao Programa Paranaense é formada por 22 regionais da Secretaria da Família. O Governo do Paraná entregou vans para municípios percorrerem áreas distantes do centro urbano, levando as equipes para atender as famílias em vulnerabilidade social.
Nos municípios estão instalados 567 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), 180 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), 21 Centros Pop (para pessoas em situação de rua), 569 unidades de acolhimento, 689 centros de convivência e 26 centros da juventude.
PREMIAÇÃO – O Família Paranaense tem apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que avalia o programa como referência para América Latina e Caribe, por causa da metodologia pioneira.
O Centro de Liderança Pública (CLP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, criada com o propósito de desenvolver a gestão pública, com capacitações curtas, cursos de pós-graduação e assessorias técnicas, entre outras atividades.
O Centro formata o Ranking dos Estados com dez categorias: potencial de mercado; infraestrutura; capital humano; educação; sustentabilidade social; segurança pública; solidez fiscal; eficiência da máquina pública; inovação e sustentabilidade ambiental.
O levantamento conta com a pesquisa técnica da Tendências Consultoria e da Economist Intelligence Unit. Tem como parceiro a BMeF Bovespa.

Projeto da Celesc e jovens empreendedores no meio rural são destaques do Com a Palavra

Foto: Julio Cavalheiro / Secom

A entrevista semanal com o governador Raimundo Colombo dessa semana foi gravada em Lages, Serra Catarinense, onde Colombo destacou a segunda etapa do projeto Banho de Energia, da Celesc, a participação dos jovens na gestão das pequenas propriedades rurais e a avaliação das apresentação da segunda etapa do Fundam, comparticipação de prefeitos dos municípios de 21 associações do Estado.

O projeto da Celesc, nesta segunda etapa, tem investimentos de quase R$ 6 milhões do Programa de Eficiência Energética Celesc/Aneel, e a expectativa é instalar, em um ano, trocadores de calor nos fogões à lenha para aquecer água de chuveiro e cozinha em 800 unidades consumidoras. Além disso, 12 mil lâmpadas tradicionais serão substituídas por lâmpadas LED em 2,4 mil unidades consumidoras. 
“É um projeto que reflete a capacidade técnica da empresa e a responsabilidade social, porque quem ganha é o consumidor que vai ter economia na conta de luz”, ressaltou Colombo.
O encontro que reuniu jovens empreendedores rurais de diversos municípios em Lages também foi tema do comentário de Colombo. Para ele, as novas gerações estão protagonizando um fenômeno inverso ao que ocorria com a saída dos jovens do meio rural para a cidade. “Com novas tecnologias, o Estado está conseguindo implantar programas e ferramentas que tornam rotina mais produtiva e rentável, com isso, eles estão retornando ao campo e fazendo das pequenas propriedades um lugar melhor pra se viver e um negócio que vale à pena”, disse.

O governador ainda informou que as reuniões de apresentação do Fundam 2 estão no fim  e que, com base, na participação dos prefeitos de 21 associações de municípios de todo o Estado será possível formatar a segunda edição, com ainda mais eficiência no atendimento das demandas dos 295 municípios catarinenses.

A íntegra do programa Com a Palavra, o Governador, está disponível nos canais oficiais do Governo, no Vimeo no Youtube. A versão, em áudio, pode ser acessada pela Rádio Secom.

Greca dá novo passo rumo ao higienismo e remove pobres do centro da cidade

O que a prefeitura de Curitiba fez com a população de rua nesta madrugada é o retrato de uma sociedade higienista. Moradores de rua foram acordados da madrugada por guardas armados, tiveram seus pertences retirados à força e, segundo relatos, foram intimidados a sair de onde estavam.

A operação aconteceu, como ironia extra, no dia em que se celebram os direitos da população de rua. Para deixar claro como as coisas são feitas na República de Curitiba, nenhum direito foi respeitado. Os guardas sequer estavam acompanhados de assistentes sociais. Nenhuma solidariedade, apenas força bruta.
A ideia de retirar os pobres da rua à força chegou a ser cogitada pela Abrabar ano passado. A prefeitura, na gestão Fruet, bateu de frente com os empresários: não adotaria táticas higienistas nem romperia com a lei. O assunto morreu por um tempo. Mas Greca assumiu.
Durante toda a campanha, o novo prefeito flertou com medidas mais drásticas. Aqui e ali dava pistas de que o direito de permanecer na rua não era assim tão incontestável e que havia contrapontos. Sem contar a fala tenebrosa do vômito com o cheiro de pobres
Assim que chegou ao poder, Greca tirou um guarda-volumes dos moradores de rua da Praça Osório para que eles não se misturassem com o resto da população. Falou em reabrir a sucursal do inferno que era o mega-abrigo na Conselheiro Laurindo. E em reativar o depósito que era a Fazenda Solidariedade, uma espécie de campo de trabalho antes mantido em Campo Magro, onde os pobres pelo menos não incomodavam os olhos e o nariz do prefeito.
Agora a coisa passou do limite. A Igreja, que Greca tanto diz respeitar, falou isso. A Defensoria Pública disse isso. O Ministério Público está revoltado. E têm razão. Basta. Não se pode deixar que se retirem direitos das pessoas só por serem pobres.
O depoimento da representante da FAS sobre o tema ao repórter Eriksson Denk deveria ser suficiente para removê-la do cargo imediatamente. Diz ela que a ação da Guarda foi necessária porque o perfil dos moradores de rua mudou, com gente se infiltrando para traficar drogas. Haveria relato de crimes e até de gente fazendo sexo diante de lojas, afirmou Maria Alice Erthal.
Como pode uma pessoa responsável pela assistência social acreditar que relatos de crimes são suficientes para transformar toda uma população em suspeita? Há crimes praticados por moradores de rua? Evidente! Assim como há crimes praticados por vereadores. E não consta que a Guarda Municipal esteja sendo mobilizada para ocupar a Câmara e botar os 38 vereadores contra a parede, fazer revista neles e tirar seus pertences.
Há crimes na prefeitura. Há crimes no mercado financeiro. Há crimes em todos os 75 bairros de Curitiba. Mas uma chefe da FAS, que está lá para atender a população de rua acha que a gente que está seus cuidados deve mesmo ser acordada por autoridades policiais armadas porque houve relato de uma cena de sexo. As 1,7 mil pessoas em situação de rua devem responder por isso diariamente.
Por que não ir apenas atrás de quem cometeu os crimes? Supondo que haja sentido (e não há) nessa ideia de alguém ir morar na rua para traficar em paz, por que não ir atrás só dessas pessoas? Por que dá trabalho?
Ou seria somente porque isso dá pretexto para acabar com o “incômodo” que essas pessoas causam a quem vomita com cheiro de pobre?
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Em Lages, governador Raimundo Colombo participa de encontro com jovens empreendedores rurais


Fotos: Julio Cavalheiro/Secom
Jovens empreendedores rurais dos municípios de Canoinhas, Mafra, Rio do Sul, São Joaquim e Lages estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 17, para trocarem experiências e discutirem as oportunidades de desenvolvimento para as pequenas propriedades. O encontro ocorreu na Associação Empresarial de Lages (Acil) e contou com a presença do governador Raimundo Colombo. “Eles são líderes num setor que coloca Santa Catarina como referência tanto em produtividade como na qualidade dos produtos da agricultura. O Estado reconhece essa força e tem investido nos programas que levam melhores condições para que os pequenos agricultores consigam ser competitivos na hora de colher os resultados”, disse Raimundo Colombo.
Segundo o governador, é fundamental que os produtores tenham acesso às novas tecnologias e ferramentas que possam levar mais qualidade de vida ao meio rural. “Isso estimula, especialmente os mais jovens, a permanecerem nas propriedades e fazerem delas um negócio promissor. É o que está permitindo observarmos fenômenos como o que vem ocorrendo, de jovens que estão retornando para produzirem no campo”, observou Colombo.
Foi exatamente o que ocorreu com um jovem casal de Canoinhas, que participou do encontro em Lages. Edinei Wieczorkievicz e Ivonete Coggi deixaram o campo para fazer a vida na cidade, mas, recentemente, retornaram à propriedade do interior de Canoinhas para se dedicar à produção de leite. Não foi só retornar, foi preciso reformular todo o modelo de produção, tarefa que conseguiram executar com recursos do programa SC Rural. Uma das providências foi aumentar o rebanho de quatro para 14 vacas leiteiras, hoje eles conseguem uma produção diária de 20 litros por cabeça, o suficiente para manter o custo de vida.

“A forma como os meus pais faziam já não era a mais adequada para conseguir agregar valor ao que produzimos, e o que nos traz a esses encontros é a vontade de conhecer novas experiências e transformar isso, em, quem sabe, uma oportunidade de produzir mais, acrescentar novas atividades e melhorar nossa renda”, disse o jovem empreendedor rural do interior de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina.
O modelo de produção em Santa Catarina, segundo o governador Colombo, sustenta a força da economia catarinense. Com programas de extensão voltados à qualificação, profissionalização e oferta de novas oportunidades para a melhoria da renda dos pequenos produtores, o Estado potencializa a vocação econômica que serve de referência para o restante do Brasil.
“Somos um estado pequeno, com 1,1% do território nacional e quando não somos o maior, estamos entre os maiores produtores de leite, frutas, arroz, suínos e aves. A nossa condição sanitária de excelência coloca tudo isso em mercados exigentes de todas as partes do mundo”, concluiu o governador Raimundo Colombo.

Pesquisas buscam diminuir o impacto ambiental da mobilidade com biocombustíveis

Pesquisas estudam substituir a cana-de-açúcar pela cana-energia, mais eficiente para a produção de etanolArquivo/Elza Fiúza/ABr

Diminuir os impactos ambientais é um dos desafios de quem pensa a mobilidade, contando com novas tecnologias e pesquisas para ampliar o uso de combustíveis sustentáveis. O setor do transporte foi a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil: representou 11% do total bruto de 1.927 bilhões de toneladas, ficando atrás apenas do setor agropecuário, segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Clima.

Atualmente os biocombustíveis representam 38% da matriz energética brasileira, sendo a maior parte sucroenergético (álcool, açúcar e biomassa da cana) ou proveniente das oleoginosas, como soja, dendê, girassol, babaçu, amendoim, mamona e pinhão-manso.

Outros combustíveis, como o biodiesel de resíduos da indústria de alimentos e o biometano, têm ganhado espaço, ainda de forma discreta. “A biomassa residual, os resíduos agrícolas, os resíduos dos matadouros e resíduos sólidos urbanos têm grande potencial”, diz o coordenador geral de tecnologias setoriais do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Eduardo Soriano.

Em todo o país, diversas pesquisas estão em andamento com o objetivo de implementar o uso de combustíveis sustentáveis. Na área de produção de etanol, pesquisas indicam que o uso da espécie cana-energia aumenta consideravelmente a média de produtividade nas plantações.

“A média de produtividade de cana[-de-açúcar], por exemplo no Centro-Sul, é 140 toneladas por hectare. Nós estamos produzindo a cana[-energia], hoje em dia, em forma de pesquisa, já está chegando a 200 toneladas por hectare e pode chegar a 300 toneladas por hectare, ou seja, o Brasil pode aumentar e muito a sua produção de etanol sem usar um hectare a mais de terra”, afirma Soriano.

A produção de biodiesel a partir de microalgas é outra pesquisa em andamento, já que esses pequenos organismos são oleoginosas de rápido crescimento, que não competem com a produção de alimentos, pois podem ser produzidos em áreas não propícias para a agricultura. “Isso é uma tecnologia nova que ainda está em laboratórios, o mundo inteiro ainda está pesquisando”, diz o representante do MCTIC.

Pesquisas estudam ampliar o percentual de bioquerosene de aviação no abastecimento de aeronavesRodrigo Mello Nunes/ iStock
Combustível para aviação

Mas a grande novidade na área de pesquisa para combustíveis aplicados ao transporte não diz respeito às emissões de transportes terrestres, mas sim no combustível renovável para aviação, com pesquisas no Brasil para uso de energia elétrica e de bioquerosene.

A primeira é a rota de síntese, que usa a energia elétrica para separar o hidrogênio e o oxigênio da água para produzir o gás de síntese. Esse gás se mistura a outros gases para formar um combustível adequado para a aviação.

No final do mês de junho, Brasil e Alemanha firmaram um acordo para a construção de uma planta piloto no Brasil para desenvolver pesquisas com o novo combustível nos próximos cinco anos, que possam ser produzidos em diversos locais.

“A ideia é produzir em pequena escala, porque as grandes refinarias produzem em larga escala, então, você precisa de uma infraestrutura muito grande e gasta mais combustível para transportar o querosene até lugares distantes, como a Amazônia, igual ocorre com o diesel nas térmicas. Queremos, no futuro, criar uma rota tecnológica, um novo padrão para ser replicado em lugares mais distantes”, explica Soriano.

A outra linha de pesquisa é a biológica, já em estudo há alguns anos no Brasil, com testes bem-sucedidos do uso do bioquerosene de aviação (BioQAV) produzido a partir de oleoginosas. Em novembro de 2010, uma companhia aérea brasileira realizou o primeiro voo com um Airbus A320 abastecido com uma mistura de 50% do combustível sustentável. A aeronave sobrevoou por 45 minutos o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, companhias aéreas brasileiras adotaram cerca de 4% de adição do BioQAV no combustível. Os líderes mundiais no uso de biocombustíveis nos transportes aéreoe e nas pesquisas no setor são Estados Unidos e Portugal. “O Brasil, como líder mundial em biocombustível, não pode perder essa corrida, então nós estamos empenhados em desenvolver essa questão dos bioquerosenes de aviação”, diz Eduardo Soriano.

RenovaBio incentiva biocombustíveis
Já nos transportes terrestres, embora o Brasil tenha uma política bastante avançada na área de biocombustíveis, que garante a mistura de 36% do etanol à gasolina e 8% do biodiesel ao diesel de origem fóssil, ainda existem muitos entraves para que os combustíveis sustentáveis ganhem mais mercado. Segundo o diretor de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energias, Miguel Lacerda, um dos principais dificultadores é a falta de diferenciação tributária para o setor.

Para ele, é necessário um marco regulatório que permita condições estáveis para o mercado de biocombustíveis, de modo a superar os altos custos com importação de combustíveis fósseis – apesar de o Brasil ser autossuficiente, importa petróleo do tipo leve, mais fácil de extrair gasolina e outros derivados. A importação ainda sobrecarrega os portos brasileiros e aumenta o risco de desabastecimento, segundo Lacerda.
O diretor do ministério lembra que a produção de etanol do Brasil já foi a maior do mundo, mas hoje alcança a metade do líder mundial, Estados Unidos. “Nós estamos correndo o risco de perder décadas de investimentos em um modelo baseado em biomassa”, afirma.

Segundo o diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, esse marco regulatório deve ser criado de acordo com a política do RenovaBio, que o governo pretende enviar ao Congresso para aumentar a produção de biocombustíveis, que contou com a participação de vários setores e foi aprovado pelo Conselho Nacional de Políticas Energéticas.

Tokarski explica que a aprovação do RenovaBio premia o uso de biocombustíveis com eficiência energética, por meio dos Certificados de Redução de Emissão (CREs), permite que o mercado regule o valor da tonelada de carbono e aumente a competitividade. “O programa RenovaBio é, em síntese, uma maneira de descarbonizar os combustíveis do Brasil”, diz.

O setor está mobilizado para convencer o Legislativo a aprovar uma lei que regulamente a proposta do RenovaBio. “Ou ela vai ser tramitada por Medida Provisória, e aí nós temos ainda no curto prazo essa política que valoriza [os biocombustíveis], ou ainda ela pode ser tramitada por Projeto de Lei e aí o prazo depende do processo dentro da Câmara e no Senado”, explica Miguel Lacerda.
Edição: Lidia Neves

Líderes das bancadas da Alesc se manifestam contra a proposta do distritão


Nos últimos dias, os brasileiros tomaram conhecimento da proposta, em tramitação no Congresso Nacional, que muda a forma como são eleitos os deputados federais, estaduais, distritais e os vereadores. Do atual sistema proporcional, no qual os eleitos são definidos conforme o número de votos do partido e/ou coligação, Brasil passaria a adotar, já nas eleições do ano que vem, o chamado "distritão", pelo qual os eleitos são os mais votados, independente do número de votos dados ao partido.
O assunto tem sido abordado pelos deputados estaduais catarinenses durante as sessões da Assembleia Legislativa. A grande maioria dos líderas das bancadas com representação partidária na Casa entende que é necessária uma reforma política no Brasil, mas se posiciona de forma contrária à proposta do distritão por entender que esse sistema prejudica a democracia, pois vai impedir o surgimento de novas lideranças na política e fortalecer "os velhos caciques" (leia as opiniões abaixo). Em geral, os parlamentares são favoráveis ao sistema distrital, proposto para entrar em vigor nas eleições 2022.
O professor de Direito Eleitoral e Partidário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Orides Mezzaroba também critica a proposta do distritão. Para ele, a adoção desse sistema poderá representar o esfacelamento dos partidos políticos, principalmente das legendas menores, e a personalização dos mandatos em detrimento dos partidos.
"Essa iniciativa não contribui em nada com o avanço da democracia e o fortelecimento da democracia representativa", acredita o professor. "Ela fortalece nomes e não partidos. A representatividade ficará restrita aos interesses pessoais dos eleitos e de grupos específicos", completou.
Mezzaroba acredita que a eventual adoção do distritão será um retrocesso na história democrática brasileira. Para ele, esse sistema  poderá "aniquilar as minorias" e fortalecer os interesses de quem já está no poder. "Trata-se de um oportunismo. O adequado seria discutir com a sociedade qual o melhor modelo para o presidencialismo. O fim das coligações já seria um grande avanço", considera.
No caso de Santa Catarina, se o distritão estivesse em vigor na última eleição, em 2014, quatro partidos deixariam de ter representação na Alesc: PR, PSB, PDT e PCdoB. As 40 cadeiras seriam repartidas entre PMDB, PSD, PP, PT e PSDB. O PMDB seria o maior beneficiado: passaria de 10 para 14 eleitos. O PSDB também aumentaria sua bancada: de quatro para seis cadeiras. Os demais partidos não teriam suas bancadas alteradas.
Opiniões
Mauro de Nadal, líder da bancada do PMDB
"O modelo político brasileiro faliu. Precisa ser revisto, algo que aproxime o eleitor dos políticos. Mas o distritão vem a beneficiar os partidos grandes, já que eles possuem uma  capilaridade maior. Entendo que o mais coerente seria o voto distrital, porque faz com que o deputado do distrito esteja mais compremetido com as causas locais."
Dirceu Dresch, líder do PT
"Somos totalmente contrários [ao distritão]. Isso limita o surgimento de novas lideranças. É uma grande articulação, uma manobra para salvar aqueles os deputados que votaram contra os trabalhadores e para não apurar as denúncias contra Michel Temer. É algo contra a democracia."
Maurício Eskudlark, líder do PR
"É preocupante. Nós, do PR,estimulamos novas candidaturas e entendemos que o atual sistema tem alguns erros, mas o distritão vai impedir o surgimento de novas lideranças na política. Ele não é bom para a democracia."
César Valduga, líder do PCdoB
"Querem impor à sociedade um modelo que sequer foi discutido e compreendido pela população. O PCdoB tem bem claro que o distritão é uma proposta para manter os caciques dos grandes partidos. Não vai ocorrer renovação. Não vai haver condições para o surgimento de novas lideranças. Isso fere a democracia e prejudica os movimentos sociais."
Rodrigo Minotto, líder do PDT
"É o assassinato da democracia brasileira. Vai fortalecer quem já tem mandato, os caciques políticos."
Patrício Destro, PSB
"O PSB é contrário. O distritão favorece quem tem dinheiro, quem já tem mandato e dificulda muito a renovação. O melhor seria o voto distrital."
José Milton Scheffer, líder do PP
"Nós temos que encontrar um novo modelo eleitoral para o Brasil, que reforçe a democracia e dê condições de igualdade, mas não encontramos isso na proposta do distritão. Ele não fortelece as lideranças comunitárias, as estruturas partidárias, e não garante o pleno exercício da participação popular."
Dóia Guglielmi, líder do PSDB
"O Brasil precisa realmente de uma grande reforma. As coligações precisam acabar, não podemos viver com 37 partidos. Os partidos têm que ser fortalecidos. Mas o distritão não permite isso. Ele não vai resolver os problemas políticos."
Milton Hobus, líder do PSD
"Vivemos um momento de insegurança política, que causa preocupação com a democracia. Tem que se mudar para o distrital misto e o distritão é a transição. Ele fará uma depuração partidária que é necessária e salutar para o país, para acabar com siglas que não representam o povo e estão lá para fazer negociatas. Precisamos de partidos fortes que representem de fato o povo."
Marcelo Espinoza
AGÊNCIA AL

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Paraná resolve "maior problema da história" e quita dívida de 10 anos com Thiago Neves

Caso Thiago Neves e Paraná Clube durou cerca de 10 anos (Foto: Reprodução / TV Globo Minas)

Valor chegou a R$ 40 milhões, de acordo com presidente, mas acordo possibilitou que clube quitasse a dívida. Paraná trabalha agora para liberar as contas bloqueadas


Uma novela de 10 anos chegou ao fim. O Paraná Clube anunciou, nesta quinta-feira, que a dívida com o meia Thiago Neves está quitada. A última parcela do acordo de "um dos maiores problemas da história do clube", segundo o presidente Leonardo Oliveira, foi paga na última semana.

Hoje, o Paraná Clube não deve um centavo à empresa Systema, referente à dívida de Thiago Neves. O processo foi baixado com o último depósito de R$ 500 mil na semana passada. Foi o maior problema da história do clube, talvez, e esse problema está resolvido - disse Oliveira, em entrevista coletiva.
A dívida chegou a totalizar R$ 40 milhões e bloqueou as contas do Paraná, assim como assombrou os patrimônios do clube, como a sede do Boqueirão. Segundo o dirigente, após a negociação de quatro meses, um acordo de R$ 4,5 milhões foi fechado com a empresa que tinha o direito de Thiago Neves. O clube agora trabalha para liberar todo o patrimônio.

Em outubro de 2016, o clube devia R$ 36 milhões na Justiça para a Systema, do empresário Léo Rabello, do caso Thiago Neves. A ação era relativa a irregularidades na transferência do meia para o Fluminense, em 2007. Rabello era dono de 68% dos direitos econômicos do atleta. O Paraná não repassou a verba da transação que correspondia ao empresário.

CELOS oferece empréstimo digital aos beneficiários

Fundação se adapta aos novos tempos e implanta opção prática e segura para os participantes

Acompanhando e se adequando ao desenvolvimento da tecnologia, a Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS se adapta a mais uma exigência do mercado. Após optarem pela votação eletrônica e a carteira digital dos Planos de Saúde, e o investimento no novo site com mais funcionalidades, a Fundação oferece aos participantes e assistidos a opção do empréstimo digital.

O trâmite de documentos para realizar o empréstimo convencional é demorado e passa por diversas etapas. Visando agilidade no processo e segurança, a CELOS oferece o empréstimo digital para contribuir e facilitar a rotina atarefada dos participantes a assistidos. Além da redução de custos com o objetivo de contribuir com o meio ambiente, contando com a não utilização de papéis.

A Fundação ainda economiza tempo e investimento na logística de entrega, desburocratizando o processo e disponibilizando o empréstimo via internet e na hora que o participante desejar. Uma parcela de 12% do total das Fundações do país já trabalha com a versão digital. Entre as maiores Fundações nacionais, 50% disponibilizam esta função.

Até novembro deste ano, durante o período de transição, que acontece o processo de adesão e o cadastramento das assinaturas digitais, os participantes podem utilizar as duas opções para adquirir o empréstimo, a versão digital ou o processo de forma física na sede da CELOS. As regras de concessão de empréstimo continuam as mesmas para o empréstimo digital.

Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS
A CELOS protege 8.536 famílias em Previdência Privada e possui mais de 23 mil beneficiários em Plano de Saúde, prezando a transparência de informações com os seus participantes com a reponsabilidade de manter a confiabilidade e a conduta ética no trabalho desenvolvido e na gestão dos investimentos.


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